Reajuste anual eleva o teto do benefício para R$ 2.518,65 e atualiza critérios de carência conforme o histórico do trabalhador
O governo federal oficializou as atualizações do seguro-desemprego para o ano de 2026. O benefício, essencial para a estabilidade financeira de profissionais demitidos sem justa causa, teve seus valores reajustados com base no novo salário mínimo e nos indicadores de inflação, consolidando-se como um dos principais pilares da seguridade social no Brasil.
Vejamos mais detalhes na leitura a seguir.
Valores e cálculo do seguro-desemprego 2026
Com a atualização, o valor mínimo pago ao trabalhador passa a ser de R$ 1.621,00, acompanhando o piso nacional. Já o valor máximo das parcelas foi estipulado em R$ 2.518,65, destinado àqueles que possuíam médias salariais mais elevadas.
O cálculo do benefício continua se baseando na média dos salários dos últimos três meses anteriores à demissão. Dependendo da faixa salarial, o trabalhador pode ter direito a um percentual dessa média ou ao teto estabelecido pela nova tabela.
Regras de solicitação e carência
O acesso ao seguro-desemprego não é automático. Ele depende de um período de carência que varia de acordo com a quantidade de vezes que o trabalhador já utilizou o programa:
- 1ª Solicitação: Exige que o profissional tenha trabalhado pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses anteriores à dispensa.
- 2ª Solicitação: É necessário comprovar o recebimento de salários por, no mínimo, 9 meses nos últimos 12 meses.
- 3ª Solicitação (ou mais): O critério torna-se mais flexível, exigindo apenas 6 meses de trabalho ininterruptos antes da demissão.
Número de parcelas
O número de parcelas liberadas (que varia de 3 a 5) é determinado pela combinação entre o histórico de solicitações e o tempo de permanência no emprego:
- 3 parcelas: 6 a 11 meses de trabalho.
- 4 parcelas: 12 a 23 meses de trabalho.
- 5 parcelas: 24 meses ou mais de trabalho.
Como solicitar seguro-desemprego e prazos
Para garantir o recebimento, o trabalhador deve estar desempregado no ato do pedido e não possuir renda própria para seu sustento. O requerimento pode ser feito de forma digital, via portal Gov.br ou aplicativo Carteira de Trabalho Digital, além do atendimento presencial nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho.
É fundamental respeitar o intervalo de 16 meses (período aquisitivo) entre a data da dispensa que deu origem a um benefício e o próximo pedido, para que a contagem de novas parcelas seja válida.
FONTE: Jornal Contabil / Ana Luzia Rodrigues